Quem procura Primavera cloud quase sempre quer responder a uma pergunta simples: onde vai viver o meu ERP e quem fica responsável por ele? A resposta tem consequências em custos, atualizações, margem de personalização e proteção de dados. Esta página explica as opções de alojamento do Primavera que a Cegid Primavera apresenta e dá-lhe critérios para escolher.
As opções de alojamento do Cegid Primavera
Antes de comparar, é preciso saber de que produto se fala. A oferta da Cegid Primavera reúne mais de uma linha, e cada uma tem o seu modelo de instalação.
- ERP Evolution Cloud: segundo a página do produto, o fornecedor garante a segurança dos dados e a disponibilidade contínua.
- ERP Evolution on-premises: o mesmo ERP, instalado no parque informático do cliente.
- ERP V10: a solução tradicional, em licença on-premise, instalada no parque informático do cliente.
- Cegid Primavera Cloud ERP: lançado no mercado português como solução 100 % cloud, comercializada em modo SaaS. É a versão que, em Espanha, se chama Cegid Ekon.
A Cegid refere que este último já é utilizado por mais de 4 000 PME em cerca de 25 países. Tenha, no entanto, em conta o público a que se destina: foi concebido para empresas de média e grande dimensão, com soluções verticais para a indústria e para a distribuição e comércio por grosso.
Para uma visão geral das linhas e das suas diferenças, consulte as versões e edições do Primavera.
Primavera SaaS, cloud do fornecedor e instalação local: o que distingue cada modelo
O vocabulário engana. Em conversa comercial, «cloud» pode significar três coisas distintas, e a fatura final depende de qual delas está em causa.
| Critério | SaaS / cloud do fornecedor | Instalação local (on-premise) |
|---|---|---|
| Infraestrutura | Gerida pelo fornecedor | Gerida por si ou pelo seu parceiro informático |
| Modelo de pagamento | Subscrição | Licença, com custos de infraestrutura à parte |
| Acesso | A qualquer hora, a partir de qualquer dispositivo ligado | Depende da rede interna e das ligações remotas que montar |
| Manutenção de servidores | Do lado do fornecedor | Do lado do cliente |
| Atualizações | Cadência definida pelo fornecedor | Planeadas por si, com o seu integrador |
| Personalização profunda | Mais enquadrada | Mais livre, com maior responsabilidade futura |
Esta tabela resume uma tendência, não uma regra absoluta. O alcance real depende da edição, do contrato e das personalizações já existentes.
O que o modelo cloud resolve
Segundo a Cegid Primavera, o ERP cloud permite aceder ao sistema a qualquer hora e de qualquer dispositivo ligado, sem investimento em servidores, licenças de software ou equipas de manutenção e segurança. A gestão da infraestrutura e o funcionamento do sistema ficam do lado do fornecedor, o que elimina os custos de manutenção do lado do cliente.
Para uma empresa com várias delegações, equipas em teletrabalho ou uma direção financeira que quer consultar números fora do escritório, esta é uma vantagem concreta. Para uma PME sem responsável informático dedicado, é muitas vezes o argumento decisivo.
O que a instalação local continua a oferecer
A instalação no seu parque informático dá-lhe controlo sobre o ambiente: quando atualizar, como ligar o ERP a outras aplicações, onde guardar os dados e que política de acesso aplicar. Em contrapartida, passa a ser seu o trabalho de servidores, cópias, segurança e continuidade, ou do parceiro a quem o delegar.
Uma empresa com equipa técnica própria, ou com sistemas industriais ligados ao ERP, pode ter boas razões para manter o ambiente local. O que não faz sentido é mantê-lo por inércia.
Atualizações, personalização e integrações: onde os modelos se afastam
Atualizações
Em modo SaaS, a evolução do produto é conduzida pelo fornecedor. Isso tem uma vantagem: menos projetos de atualização para planear. Tem também um limite: as janelas e o ritmo já não dependem só de si. Em instalação local, escolhe o momento, mas assume o esforço de testes e a dívida técnica que se acumula quando se adia.
Personalização
Quanto mais o ERP for adaptado, mais cuidado exige a mudança de modelo. Desenvolvimentos específicos, relatórios à medida e rotinas escritas há anos nem sempre transitam sem trabalho. Antes de decidir, faça o inventário do que está personalizado e pergunte o que se faz em cada caso: reaproveitar, reescrever ou abandonar. A página sobre personalização do Primavera detalha esta abordagem.
Integrações
A Cegid Primavera descreve o seu ERP em subscrição como integrável com múltiplos sistemas e aplicações, e o Cloud ERP como estrutura evolutiva, flexível e integrável com outras soluções. Na prática, cada ligação (banco, plataforma de comércio eletrónico, ponto de venda, gestão documental) deve ser validada para o modelo de alojamento escolhido, em particular se hoje depende de acessos diretos à base de dados. Veja as integrações do Primavera para preparar essa lista.
Custos: comparar o custo total, não a mensalidade
Um erro frequente é comparar uma subscrição com o preço de uma licença e concluir que uma das opções é «mais barata». A comparação correta inclui tudo o que a empresa paga ou deixa de pagar em cada cenário.
- Na cloud: subscrição, utilizadores, módulos, eventuais serviços adicionais, formação e acompanhamento do projeto.
- Em instalação local: licenças, servidores, sistema operativo e base de dados, cópias de segurança, antivírus e segurança, horas da pessoa que cuida do ambiente, renovação do equipamento.
O valor depende do número de utilizadores, dos módulos e do perfil do projeto, pelo que não há um preço de referência honesto sem análise. Para estruturar a conversa com o integrador, leia os preços do Primavera e o guia geral sobre ERP na cloud ou instalado localmente.
Proteção de dados e localização: o que perguntar ao fornecedor
Num ERP circulam dados de clientes, fornecedores, trabalhadores e contas bancárias. Em Portugal, aplica-se o RGPD, com a CNPD como autoridade de controlo. Mudar para a cloud não retira essa responsabilidade à sua empresa, que continua a ser a responsável pelo tratamento, enquanto o fornecedor atua como subcontratante.
Por isso, a página de produto não basta. Peça por escrito:
- A localização do alojamento dos seus dados e de eventuais cópias.
- A lista de subcontratantes envolvidos e as suas localizações.
- O contrato de tratamento de dados previsto no RGPD.
- As condições de recuperação dos dados no fim do contrato: formato, prazo e custo.
- O que o fornecedor diz sobre incidentes de segurança: como e quando o informa.
Se a sua contabilista certificada trabalha diretamente no sistema, inclua-a nesta conversa. O mesmo vale para o encarregado de proteção de dados, se existir. E não esqueça as obrigações específicas portuguesas: a faturação certificada pela AT, o ATCUD e o código QR, e o ficheiro SAF-T (PT) continuam a ser exigências do seu lado, qualquer que seja o alojamento. Os guias sobre software de faturação certificado e sobre SAF-T (PT) e ERP ajudam a verificar este ponto.
Cópias de segurança e continuidade
A Cegid Primavera indica que, na variante cloud do ERP Evolution, o fornecedor assegura a segurança dos dados e a disponibilidade contínua. É um compromisso relevante, mas a boa prática é transformá-lo em critérios verificáveis no contrato.
| Pergunta | Cloud | Local |
|---|---|---|
| Quem faz as cópias? | Confirmar no contrato | A sua empresa ou o seu parceiro |
| Quem testa a restauração? | Confirmar e pedir evidências | Deve ser planeado e executado por si |
| Onde ficam as cópias? | Pedir a localização | Escolhe: segundo local, ou externo |
| Quem responde a uma falha? | Fornecedor, dentro do âmbito contratado | O seu parceiro ou equipa interna |
Em instalação local, uma cópia que nunca foi restaurada não prova nada. Teste-a pelo menos antes do fecho do ano, e confirme que o ficheiro SAF-T (PT) e os documentos fiscais podem ser recuperados.
Como escolher o alojamento do seu Primavera
Na prática, a decisão resolve-se em seis perguntas.
- Que produto temos ou queremos? ERP Evolution, ERP V10 ou Cegid Primavera Cloud ERP: nem todos têm os mesmos modelos disponíveis.
- Que dimensão tem a empresa? O Cloud ERP foi concebido para empresas de média e grande dimensão. Uma pequena empresa deve confirmar a adequação antes de avançar.
- Temos competências internas para gerir servidores e segurança? Se não, o argumento a favor da cloud ganha peso.
- Quanto está personalizado? Muito trabalho específico pede análise prévia e, por vezes, uma migração faseada.
- Que exigências de dados temos? Políticas internas, clientes que impõem condições, sector regulado.
- Quem presta o suporte depois da entrada em produção? Veja o que está incluído e o que depende do seu parceiro, na página sobre suporte e manutenção do Primavera.
Se, no fim, a resposta continuar duvidosa, a solução é pedir a dois integradores uma proposta comparável para os dois cenários, com o mesmo âmbito e os mesmos pressupostos. A diferença entre propostas diz mais do que qualquer folheto.
Erros comuns ao decidir entre cloud e on-premise
- Confundir SaaS com alojamento. Pôr um software antigo num servidor remoto não é o mesmo que usar uma solução concebida para a nuvem.
- Ignorar o fim do contrato. Saber como recuperar os dados é tão importante como saber como os inserir.
- Esquecer as integrações. Uma ligação que funciona em rede local pode precisar de ser redesenhada.
- Subestimar a formação. Mudar de modelo muda hábitos de trabalho, mesmo que o ecrã seja parecido.
- Decidir só pelo preço mensal. O custo total e o risco operacional contam mais.
Como o Integrador ERP o pode ajudar
O Integrador ERP é um serviço gratuito de ligação entre empresas e integradores ERP certificados: descreve o seu projeto uma vez e é posto em contacto com profissionais adequados ao seu contexto. Não somos afiliados a nenhum editor, e é o integrador que executa o projeto. Se ainda está a comparar linhas de produto, a página sobre Primavera em Portugal dá o contexto, e a explicação sobre como funciona mostra os passos da ligação.
Perguntas frequentes
O Primavera cloud é o mesmo que o Primavera SaaS?
Na prática, o termo cloud cobre mais do que uma realidade. O Cegid Primavera Cloud ERP é comercializado em modo SaaS, uma solução pensada de raiz para a nuvem. Já o ERP Evolution tem uma variante Cloud, em subscrição, em que o fornecedor assegura a infraestrutura. Convém confirmar, em cada proposta, de que produto e de que modelo se trata.
Posso continuar com o Primavera on-premise?
Sim. A Cegid Primavera mantém o ERP Evolution em modo on-premises, instalado no parque informático do cliente, e o ERP V10 em licença on-premise. A decisão depende do seu projeto: se tem equipa técnica, políticas internas sobre servidores ou integrações muito específicas, a instalação local pode continuar a fazer sentido.
Quem trata das cópias de segurança no Primavera cloud?
Segundo a Cegid Primavera, na variante cloud do ERP Evolution o fornecedor garante a segurança dos dados e a disponibilidade contínua. Os pormenores das cópias, da retenção e do tempo de recuperação devem constar do contrato. Peça-os por escrito e confirme também o que continua a ser da sua responsabilidade.
Os dados do Primavera cloud ficam em Portugal?
Esse ponto não deve ser assumido. A localização do alojamento e a identidade dos subcontratantes devem ser pedidas ao fornecedor e registadas no contrato de tratamento de dados exigido pelo RGPD. Se a sua contabilista certificada ou o seu encarregado de proteção de dados fizerem exigências nesta matéria, levante-as logo na fase de proposta.
Posso passar do Primavera on-premise para a cloud mais tarde?
É um percurso frequente, mas é um projeto e não um simples clique. Há que avaliar a versão em uso, as personalizações, as integrações e os dados históricos. Um integrador experiente consegue dizer se se trata de uma migração leve ou de uma reimplementação parcial.
Fontes
- Cegid Primavera — ERP Evolution
- Cegid Primavera — Soluções ERP
- Cegid Primavera — Comunicado sobre o Cegid Primavera Cloud ERP
- Cegid — Software ERP
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