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Versões e edições do Cegid Primavera: como se orientar

A gama Cegid Primavera divide-se entre o ERP V10, em licença on-premise, o ERP Evolution, em subscrição, e o Cloud ERP. Veja o que distingue cada edição e quando mudar de versão.

Atualizado em 28 de outubro de 2026

Quem pesquisa a versão do Primavera raramente quer uma simples lista de números. Quer saber o que está a comprar, o que já tem instalado e se está na altura de mudar. Em Portugal, onde o software de faturação certificado pela AT, o SAF-T (PT) e o ATCUD obrigam a manter o sistema em dia, a questão da versão é também uma questão de conformidade.

Esta página explica como a gama Cegid Primavera se organiza, o que distingue as edições do Primavera, o que significa a «última versão» consoante o modelo de licenciamento e como decidir uma subida de versão sem pôr a operação em risco.

Uma gama, vários modelos de utilização

Antes de falar de versões, convém perceber que a Cegid Primavera não vende uma única caixa. Segundo as páginas oficiais do editor, a oferta ERP assenta em três pilares principais, mais uma solução dedicada a um público específico.

Oferta Modelo A quem se destina, segundo o editor
ERP V10 Licença on-premise, instalado no parque informático do cliente Empresas que preferem a solução tradicional, em infraestrutura própria
ERP Evolution Subscrição Empresas de vários setores de atividade, com integração a múltiplos sistemas e aplicações
Cegid Primavera Cloud ERP 100 % cloud Empresas de média e grande dimensão, com soluções verticais
ERP Evolution for Accountants Módulos integrados entre si Gabinetes de contabilidade

A leitura prática é simples: o que muda entre estas ofertas não é só o conjunto de funções, é quem instala, quem atualiza e quem paga o quê, e quando. É por isso que a escolha da edição deve vir antes de qualquer discussão sobre números de versão. Se ainda está nessa fase, o guia como escolher um ERP ajuda a organizar os critérios.

As edições do Primavera, uma a uma

ERP V10: a solução instalada na sua infraestrutura

O ERP V10 é descrito pelo editor como a solução tradicional, instalada no parque informático do cliente, em licença on-premise. Isto tem consequências diretas para o tema das versões: a versão em uso é a que foi instalada e mantida pela sua empresa ou pelo seu parceiro. Nada muda sozinho.

Esta autonomia é uma vantagem para quem precisa de controlar o momento das alterações (por exemplo, evitar uma atualização perto do fecho de contas). É também uma responsabilidade: cabe-lhe planear as subidas de versão, testar as personalizações e acompanhar as exigências fiscais.

ERP Evolution: a subscrição com adaptação ao setor

O ERP Evolution é apresentado como uma solução de gestão integrada, adaptada a empresas de vários setores, disponível em modelo de subscrição e capaz de se integrar com múltiplos sistemas e aplicações. A página de soluções ERP descreve-o ainda como um ERP enriquecido com agentes de inteligência artificial, ajustado às necessidades e ao setor de cada cliente.

Para o tema das versões, o ponto central é este: na oferta cloud, o editor afirma que o sistema é atualizado de forma permanente e que o utilizador trabalha sempre na versão mais recente, sem falhas nem interrupções operacionais. A dúvida «em que versão estou?» deixa de ser uma decisão da sua empresa.

Cegid Primavera Cloud ERP: a oferta 100 % cloud para empresas maiores

A Cegid lançou no mercado português o Cegid Primavera Cloud ERP, apresentado como uma solução 100 % cloud, já utilizada por mais de 4 000 PME em cerca de 25 países (em Espanha com o nome Cegid Ekon). Foi concebido para empresas de média e grande dimensão e propõe soluções verticais para a indústria, a distribuição e o comércio grossista, além de áreas funcionais como CRM, gestão financeira, BI e supply chain.

Quem tem uma operação industrial ou de distribuição encontrará mais detalhe nas páginas Primavera para a indústria e outros setores e ERP para a indústria.

ERP Evolution for Accountants: o caso dos gabinetes de contabilidade

Esta edição destina-se aos gabinetes de contabilidade e é composta por módulos integrados entre si. Se a sua empresa é uma PME, não é a edição que lhe diz respeito, mas é útil saber que existe: o seu contabilista certificado pode trabalhar com uma solução própria, e a troca de ficheiros e de informação com o seu ERP deve ser prevista logo no arranque.

O que significa «última versão do Primavera» em cada modelo

A expressão «dernière version» tem um sentido diferente consoante o modelo.

  • Em subscrição ou cloud: a versão mais recente é a que está em linha. O editor refere uma atualização permanente, e a empresa não decide a data. O seu trabalho é acompanhar as novidades, formar os utilizadores e validar que as integrações continuam a funcionar.
  • Em on-premise (ERP V10): a versão mais recente é uma opção disponível, não uma obrigação automática. Cabe-lhe decidir se, quando e como instalar.

Não encontrámos nos factos oficiais que consultámos um calendário público de lançamentos nem um número de versão para citar, e por isso não os inventamos. O que o editor afirma é o princípio: mise à jour automática permanente face às evoluções tecnológicas, fiscais e legais nas soluções ERP apresentadas. Para a sua instalação concreta, confirme sempre com o integrador qual a versão em produção e qual o seu estado de suporte.

Ritmo das atualizações e conformidade fiscal

Em Portugal, uma atualização não é só uma questão de funcionalidades novas. O software de faturação tem de estar certificado pela Autoridade Tributária, os documentos devem incluir o ATCUD e o código QR, e o ficheiro SAF-T (PT) deve ser exportado corretamente. Uma versão desatualizada pode deixar de cumprir algum destes pontos.

Na prática, convém perguntar ao integrador:

  1. Se a versão que utiliza cobre hoje a faturação certificada, o SAF-T (PT) e o ATCUD.
  2. Quem é responsável por aplicar as alterações legais no seu modelo de licenciamento.
  3. Que testes são feitos depois de cada atualização, sobretudo se existirem desenvolvimentos à medida.
  4. Qual é o plano de reversão se algo correr mal.

Para aprofundar o enquadramento legal, consulte os guias requisitos legais de um ERP em Portugal e ERP e SAF-T (PT).

Duração do suporte: o que perguntar

A duração de suporte de cada versão é um dado que as empresas esquecem de pedir até ao dia em que precisam dele. Os factos que utilizámos não incluem um calendário público por versão, pelo que a informação certa deve ser pedida por escrito ao integrador ou ao editor, antes de assinar ou renovar.

Convém esclarecer pelo menos:

  • até quando a sua versão recebe correções e atualizações legais;
  • o que acontece depois desse prazo (suporte limitado, suporte pago, ausência de suporte);
  • se existe um caminho de subida suportado a partir da sua versão atual;
  • como se articulam o suporte do editor e o suporte do parceiro.

A página sobre suporte e manutenção do Primavera detalha o que costuma estar coberto e como estruturar o acordo.

Quando subir de versão ou mudar de edição

Uma subida de versão faz sentido quando há um motivo claro, não por calendário. Os sinais mais frequentes são:

  • uma exigência fiscal ou legal que a versão atual já não cobre;
  • um módulo novo de que precisa (por exemplo, produção, CRM ou BI);
  • problemas de desempenho ou de compatibilidade com o sistema operativo ou a base de dados;
  • a necessidade de acesso remoto, de trabalho em várias delegações ou de integração com outras aplicações;
  • o fim do suporte da versão atual.

Mudar de edição (por exemplo, de licença on-premise para subscrição) é uma decisão de outra natureza: afeta o orçamento, a infraestrutura e o modo de trabalho. Os custos devem ser vistos no conjunto; a página preços do Primavera explica de que depende o orçamento, sem números fantasiosos.

Como preparar uma subida de versão, passo a passo

Um projeto de atualização bem conduzido segue uma lógica próxima da de uma implementação, em escala menor.

  1. Inventário: módulos em uso, integrações, relatórios e desenvolvimentos à medida.
  2. Cópia de segurança e ambiente de teste: nunca se testa diretamente em produção.
  3. Atualização do ambiente de teste e verificação dos processos críticos: faturação, encerramentos, stocks, salários.
  4. Validação pelos utilizadores-chave e pelo contabilista certificado.
  5. Janela de passagem a produção, fora dos períodos de fecho, com plano de reversão.
  6. Acompanhamento nos dias seguintes, com formação curta para as novidades.

Se a sua base tem muitas adaptações, vale a pena rever o que ainda é necessário; a página sobre personalização e desenvolvimento no Primavera ajuda a decidir o que manter. E se a mudança implica trocar de plataforma de alojamento, veja Primavera em cloud e migração para o Primavera.

Atualização ou mudança de ERP?

Há situações em que a pergunta certa deixa de ser «que versão?» e passa a ser «este ERP continua a servir?». Se a empresa cresceu, mudou de modelo de negócio ou precisa de funções que a edição atual não oferece, compare com outras soluções antes de decidir. A página alternativas ao Primavera e o comparativo melhor ERP para pequenas empresas dão um ponto de partida neutro.

Como o Integrador ERP pode ajudar

O Integrador ERP é um serviço gratuito de colocação em contacto: não instalamos nem atualizamos o Primavera, e não somos afiliados a nenhum editor. Descrevemos o seu caso, versão atual, modelo de licenciamento, módulos e prazos, e encaminhamos o pedido para um integrador adequado, que avalia a situação e propõe um plano. Pode ver o processo em como funciona e os critérios de escolha em escolher um parceiro Primavera.

Para uma visão geral do produto no país, a página Primavera em Portugal reúne o contexto local e o percurso do editor, que, segundo o próprio, acumula mais de 30 anos de experiência nos mercados português, espanhol e dos países africanos lusófonos.

Perguntas frequentes

Qual é a última versão do Primavera?

Na oferta em subscrição e na oferta cloud, a pergunta perde sentido: segundo a Cegid Primavera, o utilizador trabalha sempre na versão mais recente, porque o sistema é atualizado de forma permanente. Na instalação on-premise do ERP V10, a versão em produção é a que o seu parceiro instalou e atualizou. Para saber o que está disponível hoje, peça a confirmação ao integrador e consulte a página oficial do produto.

Qual é a diferença entre o ERP V10 e o ERP Evolution?

O ERP V10 é a solução tradicional, instalada na infraestrutura informática do cliente e licenciada em modo on-premise. O ERP Evolution é apresentado pela Cegid Primavera em modelo de subscrição, com agentes de inteligência artificial e adaptação ao setor. A diferença é, antes de mais, de modelo de licenciamento, de alojamento e de forma de atualização.

Quanto tempo é suportada uma versão do Primavera?

Os factos que consultámos não incluem um calendário público de fim de suporte por versão, pelo que não indicamos prazos. Peça ao integrador a política de suporte em vigor para a sua versão e confirme-a por escrito antes de planear o orçamento. Na oferta cloud, o tema colocase menos, porque a versão é mantida pelo editor.

Preciso de atualizar o Primavera para cumprir a legislação?

As soluções ERP da Cegid Primavera são apresentadas como garantindo atualização automática face às evoluções tecnológicas, fiscais e legais. Numa instalação on-premise, a atualização tem de ser planeada e aplicada pela sua equipa ou pelo parceiro. Valide com o contabilista certificado e com o integrador que a sua versão cobre a faturação certificada, o SAF-T (PT) e o ATCUD.

Como saber se devo migrar do V10 para uma oferta em subscrição?

Compare o custo e o esforço de manter a instalação própria com o modelo de subscrição, a necessidade de acesso remoto e o nível de personalização que tem hoje. Se há desenvolvimentos específicos, faça primeiro um inventário do que continua necessário. Um integrador pode avaliar o seu caso e propor um percurso por fases, com testes antes da passagem a produção.

Fontes

Os nomes de software mencionados são marcas dos respetivos editores, citadas a título meramente informativo. Este site é independente e não é afiliado a nenhum editor.